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Motivos para ficar confiante

A subida da inflação e os recentes aumentos da taxa Selic fizeram com que aumentassem as preocupações sobre o futuro do setor imobiliário.

A importância do setor se justifica pelo seu protagonismo no processo de recuperação econômica pós-pandemia, sendo responsável pela geração de 310 mil postos formais de trabalho nos últimos 12 meses.

Porém, ao avaliar o novo cenário, com aumento de juros e inflação, aliado a um expressivo aumento nos custos de construção, muitos investidores começaram a pôr em xeque a continuidade desse bom desempenho.

No entanto, ao realizarmos uma análise mais profunda temos um cenário mais animador. O funding, pilar fundamental para sustentar o crescimento setorial, segue disponível e com condições de garantir o atual nível de produção.

As principais fontes de risco também estão mitigadas. O financiamento habitacional está com uma baixa taxa de inadimplência, 0,9% ao ano (julho/21). Para contextualizar, em 2016, esse índice chegava a quase 2% ao ano. O distrato, grande vilão entre os anos de 2014-2018, segue controlado e refletindo a melhora no ambiente jurídico, consolidado com o marco legal do Distrato em dezembro de 2018.

O potencial de crescimento é considerável. O PIB da Construção, que teve seu auge em 2013, caiu cerca de 40% entre 2013 e 2018, e, desde então, recuperou apenas 1/3 desse patamar. Além disso, precisamos considerar uma expressiva melhora no ambiente empresarial. Diversas empresas do setor foram ao mercado de capitais e conseguiram levantar R$ 9 bilhões com ofertas primárias e follow-ons. Isso resulta em empresas financeiramente saudáveis e amplo acesso ao mercado de crédito.

Por fim, temos de considerar que o endividamento público, que chegou a bater em 90% em 2020 (dívida/PIB), está caindo ao longo de 2021 e se aproximando dos 80%. As arrecadações com impostos federais seguem surpreendendo positivamente e, mesmo com a recente aprovação do Auxílio Brasil, o quadro fiscal está melhor do que se esperava no início do ano. Os empresários do setor seguem confiantes. Isso se reflete na pesquisa ABRAINC-Deloitte do 3.° trimestre, em que 80% dos incorporadores responderam que pretendem comprar terrenos nos próximos 12 meses. Considerando o longo ciclo da incorporação, essa resposta mostra confiança no futuro do setor. A valorização de 19% no preço dos imóveis em 2021 aliada ao alto déficit de moradias, da ordem de 7,8 milhões de famílias, são números que servem para corroborar esse otimismo. Podemos acreditar em um futuro promissor.

A subida da inflação e os recentes aumentos da taxa Selic fizeram com que aumentassem as preocupações sobre o futuro do setor imobiliário.

A importância do setor se justifica pelo seu protagonismo no processo de recuperação econômica pós-pandemia, sendo responsável pela geração de 310 mil postos formais de trabalho nos últimos 12 meses.

Porém, ao avaliar o novo cenário, com aumento de juros e inflação, aliado a um expressivo aumento nos custos de construção, muitos investidores começaram a pôr em xeque a continuidade desse bom desempenho.

No entanto, ao realizarmos uma análise mais profunda temos um cenário mais animador. O funding, pilar fundamental para sustentar o crescimento setorial, segue disponível e com condições de garantir o atual nível de produção.

As principais fontes de risco também estão mitigadas. O financiamento habitacional está com uma baixa taxa de inadimplência, 0,9% ao ano (julho/21). Para contextualizar, em 2016, esse índice chegava a quase 2% ao ano. O distrato, grande vilão entre os anos de 2014-2018, segue controlado e refletindo a melhora no ambiente jurídico, consolidado com o marco legal do Distrato em dezembro de 2018.

O potencial de crescimento é considerável. O PIB da Construção, que teve seu auge em 2013, caiu cerca de 40% entre 2013 e 2018, e, desde então, recuperou apenas 1/3 desse patamar. Além disso, precisamos considerar uma expressiva melhora no ambiente empresarial. Diversas empresas do setor foram ao mercado de capitais e conseguiram levantar R$ 9 bilhões com ofertas primárias e follow-ons. Isso resulta em empresas financeiramente saudáveis e amplo acesso ao mercado de crédito.

Por fim, temos de considerar que o endividamento público, que chegou a bater em 90% em 2020 (dívida/PIB), está caindo ao longo de 2021 e se aproximando dos 80%. As arrecadações com impostos federais seguem surpreendendo positivamente e, mesmo com a recente aprovação do Auxílio Brasil, o quadro fiscal está melhor do que se esperava no início do ano. Os empresários do setor seguem confiantes. Isso se reflete na pesquisa ABRAINC-Deloitte do 3.° trimestre, em que 80% dos incorporadores responderam que pretendem comprar terrenos nos próximos 12 meses. Considerando o longo ciclo da incorporação, essa resposta mostra confiança no futuro do setor. A valorização de 19% no preço dos imóveis em 2021 aliada ao alto déficit de moradias, da ordem de 7,8 milhões de famílias, são números que servem para corroborar esse otimismo. Podemos acreditar em um futuro promissor.

Artigo de Luiz França, presidente da ABRAINC, publicado no Estadão

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