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Metaverso: uma infinidade de mundos e possibilidades

“No futuro teremos carros voadores”… Provavelmente você já ouviu essa frase. Ao se deparar com a perspectiva do amanhã nos dias de hoje, é notável que essa sensação possa ser assustadora.

Imagine fazer uma trilha em um parque ou floresta, se deparar com um pássaro e sentir curiosidade sobre sua espécie. Você ativa um dispositivo e diante dos seus olhos surgem informações como nome científico, origem e tempo médio de vida. No caminho para casa, após um longo dia de trabalho, você lembra que não comprou o principal ingrediente para o almoço. Sem interromper a caminhada, acessa uma vending machine virtual e faz o pedido para entregar na sua casa.

Isso é muito Black Mirror? Que nada! Se um dia sonhamos que pudéssemos ser substituídos por robôs, a verdade vai muito além disso. Seremos substituídos sim, mas por avatares de nós mesmos. Este, entre outros exemplos, é uma das possibilidades que o Metaverso pode nos proporcionar.

Implementado por Mark Zuckerberg, o Metaverso não é um conceito novo mas sim um termo que surgiu na década de 1980 da literatura cyberpunk, com o livro ‘Snow Crash’. Ainda na década de 1990, com o advento da internet, existiram várias tecnologias que permitiriam o metaverso, em especial voltado para realidade virtual, com a criação de espaços 3D, mas sem sucesso, pois haviam poucos recursos. No começo do século XXI, o jogo Second Life se vendia como uma espécie de metaverso, mas nada tão ambicioso como o projeto de agora.

A tendência é de uma expansão e melhora tecnológica que deverão tornar o metaverso mais realista, visando conquistar um público cada vez maior e abrir uma nova fronteira de mercado.

O prefixo meta, do grego “metá”, significa um elemento que indica algo posterior (metaplasia). Indicação de mudança. Dentro de um metaverso, as marcas poderão interagir com mais proximidade, comparando com o que já ocorre hoje nas mídias sociais. Será possível visualizar produtos em 3D, conversar com assistentes virtuais para tirar dúvidas como se estivesse pessoalmente, jogar um game para ganhar desconto ou badge de reconhecimento, encontrar com sua tribo e discutir um tema qualquer, desenvolver roupas para os avatares.

Nesse ambiente, o consumidor é vendedor ao mesmo tempo. A tecnologia capta e trata os dados, antecipando tendências e desejos.

O anônimo vira celebridade, cria a própria marca, produz roupas e faz streaming do que quiser. Mistura de negócios, cultura, marketing, socialização, aprendizado e entretenimento.

Deixemos a futurologia de lado; o metaverso já é realidade. Podemos criar melhores experiências sociais, culturais, econômicas e de aprendizado. Pesquise sobre, experimente, crie, aplique ao seu negócio e colha os resultados.

Daqui a 10 anos os novos líderes de mercado serão os que mais rapidamente se aproveitaram das oportunidades criadas pelo metaverso, seja uma startup que nem foi criada ou um desconhecido que se tornou celebridade, criou produtos e serviços e interagiu em um contexto muito mais imersivo do que temos hoje no hub das redes sociais.

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