loader image

O mercado do futuro começa com a educação de agora

Muito se fala sobre as profissões do futuro, e quantas não são as publicações e os rankings relacionados a este tema predizendo áreas em que, nas próximas décadas, pode-se ter a chance de ser bem-sucedidos e garantir uma vaga no competitivo mercado de trabalho.
Porém pouco se fala sobre os profissionais do futuro, aqueles que ocuparão estas e outras funções para o funcionamento efetivo da economia e da sociedade como um todo.

Como as crianças e os jovens estão sendo educados, preparados, formados?
Que valores estão desenvolvendo? Que literatura estão acessando? Em quais lideranças e pensadores estão se inspirando? Para qual tipo de atuação estão se encaminhando? Como estão se informando sobre a história do planeta e da humanidade?

E mais: quem está assumindo esta educação, preparo e formação?
Para atender às exigências contemporâneas de convivência em grupo, com uma imensa lista de coisas e atributos que se deve ter, como os adultos responsáveis por estas crianças estão agindo?

Nas famílias, o exemplo de passar o dia inteiro trabalhando e sacrificar parte da convivência com as crianças para garantir não apenas a subsistência básica como os desejados acessos — gadgets digitais, conexão, entretenimento, viagens — faz sentido?
Qual a qualidade da convivência entre as gerações hoje? Que tipo de trocas são estabelecidas e quais os princípios respeitados nestas relações de troca?

Nas escolas, a pressão das famílias pela alta performance com objetivo de garantir vagas na turma mais avançada, na mais reconhecida faculdade, na empresa de melhor reputação… cria um sistema de stress desde cedo, promovendo a existência fictícia de um roteiro único e certo para garantir um bom currículo, mecanicizando o aprendizado e enlatando as experiências para dar tudo certo e garantir o almejado sucesso. Será que as habilidades técnicas e tecnológicas são autossuficientes? E a ética, a decência, o senso de colaboração e de civilidade, isso não deveria ser tratado desde cedo? Será que muitas das condutas condenáveis do mundo corporativo não são resultantes de uma educação desatualizada, que valoriza o conteudismo não estimula as competências socioemocionais?

As crianças são o espelho do mundo.
Refletem e refratam, em permanente abertura para a aprendizagem que estão, o que veem.
E o que estamos mostrando, usando como exemplo o mercado de trabalho?
• Que competir é preciso e que ninguém sobrevive se não for melhor que o outro.
• Que não há espaço para todos, e que levar vantagem é o que fará a diferença.
• Que o importante é ganhar bem e muito, e que as melhores profissões são as mais rentáveis.
• Que acumular é fundamental para garantir um futuro seguro e feliz,
entre tantos outros “ques” cartesianos, egoístas, utópicos e ineficientes?

Segundo a pesquisa The State oh the Skills 2021: Endangered (stateofskills.degreed.com), os profissionais do mercado acreditam que em poucos anos suas funções e habilidades estarão obsoletas, e por isso é importante adquirir habilidades socioemocionais e cognitivas multidisciplinares como capacidade de comunicação, empreendedorismo, adaptabilidade e aprendizagem contínua. E destacam que as sequelas da pandemia de COVID 19 afetam e muito o mercado de trabalho, especialmente com as doenças potencializadas pelo desequilíbrio da saúde mental.

Traduzindo, muito do que se prega como verdade e se vende como sonho que as famílias e as instituições de ensino das mais diversas categorias transacionam em prestações como garantias para uma vida bem-sucedida pode não passar de uma ilusão.

Será isso um sinal de que é hora de começar uma mudança?
Sim, e a mudança já está começando. A própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que norteia para apoiar famílias e escolas neste desafio, boas iniciativas estão disponíveis, muitas gratuitamente, para trazer novas reflexões e práticas sobre o futuro de cada um de nós, da comunidade que nos rodeia e dos recursos naturais. Isso é muito atual, tanto que foi pauta do Fórum Econômico Mundial de 2021, com recomendações ambientais, sociais e de governança para a gestão de negócios que demandam uma nova geração de líderes com nível ecossistêmico de consciência e responsabilidade social.

Dentre tantos valores dignos de nota como ser inclusivo, empático e empreendedor, destaco a simplicidade esquecida de dois gestos nobres que podem modificar não apenas o jeito de fazer negócios como remodelar a economia e a geração de vínculos entre pessoas agora e sempre: a gentileza e a generosidade. o sistema de ensino brasileiro, passou a valorizar as competências socioemocionais em sua atualização. Mais que formar pessoas com determinadas habilidades e capacidades técnicas que merecem isso e aquilo, é preciso formar cidadãos que saibam de seus direitos, mas compreendam e coloquem em prática os seus deveres.

Com base nos 7 princípios da educação para a Gentileza e a Generosidade, que incluem a Sustentabilidade, o Respeito, a Diversidade, a Solidariedade e a Cidadania, a plataforma www.diadedoarkids.org.br oferece solução sistêmica para um problema complexo: como falar sobre isso com as crianças de forma leve, lúdica, empática e bem fundamentada?

Com as premissas de que gentileza se aprende praticando e generosidade se aprende doando, e todo dia é dia de doar, compartilhar, inspirar, apoiar, compartilhar e transformar, a plataforma oferece aulas práticas para das famílias, inspiração para crianças e jovens, metodologia e planos de aula para as escolas com base no maior provedor global de conteúdo sobre o tema, a Learning to Give, presente na grade curricular de escolas de todo o mundo, além de pesquisas e estudos para as empresas e para toda a sociedade.
Foi lançada em novembro de 2019, está conectada ao Giving Tuesday Global e ao Dia de Doar no Brasil, que segue as diretrizes do Movimento por Uma Cultura de Doação. Em 2020, recebeu apoio do Fundo BIS para viabilizar um projeto-piloto da metodologia em 4 escolas brasileiras, e foi um dos 50 projetos selecionados entre 2000 propostas de todo o mundo para o Starling Collective, que apoiou a realização do Prêmio Dia de Doar Kids 2020 Escolas.

Finalizo com um provérbio africano: “é tarefa de uma aldeia educar uma criança”, pois esta criança é o gestor, o líder, o pensador, o transformador de amanhã.

Conheça, participe, apoie, contribua, invista em iniciativas como estas.
O mercado do futuro começa com a educação do agora, e as consequências de um modelo desatualizado e sem perspectivas humanitárias não recairão apenas sobre os pais ou professores, e sim sobre todos nós.

Open chat
Como podemos ajudar?