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Eleições 2022: como o Google pretende melhorar o conteúdo no pleito deste ano

No dia 2 de outubro de 2022 o brasileiro terá a chance de mostrar nas urnas a escolha para cinco cargos: presidente da República, governador, senador, deputados federais e deputados estaduais. Faltando menos de 9 meses para o primeiro turno, surge uma pergunta: Você já pesquisou na internet sobre os possíveis candidatos para as funções estabelecidas?

Por isso, o Google, maior site de buscas do mundo, restabelece a parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2022. O objetivo é driblar as fake news, oferecendo conteúdo de utilidade pública e de fontes respeitáveis. A gigante de buscas trabalha em recursos e apoios a iniciativas que ajudem o eleitor a votar informado, priorizando a transparência e a segurança.

Nas eleições municipais de 2020, o Google realizou sessões de capacitação da corte do TSE e aproveitou conteúdos do órgão, com informações de “como votar?” na busca. A ideia é seguir com a mesma função neste ano.

Além disso, há a ferramenta Google News que conta com cards que possuem informações oficiais e um painel de checagem de fatos, bem como uma seção de aplicativos temáticos na obtidas na loja Play Store.

O YouTube, que pertence ao gigante desde 2006, realizou uma campanha gratuita para impulsionar o site Fato ou Boato, com página de conteúdo checado do TSE. Ela teve 400 mil visualizações. Já no Google Trends, foi possível destacar informações de fontes oficiais, para tirar as dúvidas dos eleitores.

Entre as iniciativas apoiadas pelo Google para este ano eleitoral, está a renovação da parceria com o Comprova. Ele consiste na maior coalizão jornalística de combate à desinformação no Brasil, com um total de 33 redações. O projeto tem criação pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Em 2020, também fizeram uma série de lives em parceria com o TSE e o Instituto Palavra Aberta, a fim de levar temas como checagem de informações, como votar de maneira segura e desmistificando lendas eleitorais. Para as eleições de 2022, todos os anunciantes que desejem divulgar partidos políticos, titulares de cargos públicos eletivos federais ou candidatos – seja para Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência e Vice, já precisam passar pelo processo de verificação.

Além disso, todos os anúncios, assim como funcionavam nos anos anteriores, precisam conter algumas informações obrigatórias, como a frase “Propaganda Eleitoral” e o CPF ou CNPJ do anunciante.

O Google ainda disponibilizará uma versão brasileira do “Relatório de Transparência de Publicidade Política”, com uma série de detalhes a respeito das propagandas e quem a contratou.

Já outras políticas gerais envolvem ter informações claras, não conter conteúdo inadequado – como eventos de comoção pública para mensagem publicitária –, não usar indutor de cliques – o chamado clickbait – e limitar ferramentas de personalização de anúncios – ou seja, o partido não pode usar sua base de dados para anúncios personalizados.

O Google ainda entregará um espaço para o internauta denunciar um anúncio, se perceber alguma prática em desacordo com as regras estabelecidas. Haverá uma página dedicada dentro do suporte da empresa para relatar o ocorrido.

Em vigor desde 2020, a coleção de aplicativos temáticos pode ser vista na Google Play Store, como o e-Título. Já os apps que procuram enganar os usuários são removidos sempre. Essa curadoria continuará para 2022.

O Google também irá liderar uma capacitação para ajudar a aprimorar os aplicativos chamados cívicos, com recursos voltados ao governo brasileiro.

ONGs serão apoiadas pelo Google

Com o objetivo de empoderar grupos politicamente sub-representados – como povos indígenas, LGBTQIA+, negros e mulheres –, o Google irá alocar um total de R$ 1,5 milhão para apoiar projetos com focos nas eleições.

A atuação acontece em todas as regiões do país. Os nomes das organizações ainda não foram divulgados pela empresa.

É importante exercer o nosso dever como cidadãos e “dar um Google” nos candidatos que pretendem comandar o país pelos próximos quatro anos. Sem fake news.

E você? O que achou da atuação do Google nas eleições 2022? Comente aqui!

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